domingo, 30 de agosto de 2015

Aposento da Moita triunfa no Canadá

O Aposento da Moita actuou ontem na localidade de Dundalk, Ontário (Canadá) e teve muito sucesso na arena da Monumental Vítor Mendes.

Frente a toiros da ganadaria Sol e Toiros, foram forcados da cara:

João Rodrigues (1ª tentativa);
João Ventura ( 1ª tentativa);
Leonardo Mathias (2ª tentativa);
José Maria Águas (1ª tentativa).

Nota ainda para o regresso do forcado José Maria Bettencourt, que se tinha lesionado na corrida realizada em Abiúl, no dia 1 de Agosto.

sábado, 29 de agosto de 2015

Os toiros para a corrida de hoje

 
 
 

Imagens do Aposento da Moita no Canadá


O Canadá não mais será o mesmo depois desta tour...
O cabo nas Cataratas do Niagara
O "gang" Ap. Moita!
O Roxo arranjou uma viatura à sua medida
É só estilo...
"O Aposento da Moita é o número 1"
Não se passa nem fome, nem sede
Foto de (meia) Família. (Onde andariam os restantes?)
video 
 Parabéns João Morais!!!

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Aposento da Moita no Canadá

O G.F.A. Aposento da Moita embarcou na manhã desta terça feira rumo ao Canadá, onde já se encontra, para no próximo dia 29 de Agosto pisar a arena da Praça de Toiros Vitor Mendes, em Dundalk.
Estará em disputa o troféu para a melhor pega.

BOA SORTE Rapaziada!!!

 

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Aposento da Moita - Estatísticas 2015 (até 15 Agosto 2015)


Resumo do fim de semana taurino do Aposento da Moita (13 Agosto – Albufeira, 15 Agosto – Nazaré)

O Aposento da Moita realizou nos passados dias 13 (Albufeira) e 15 (Nazaré) de Agosto duas corridas de toiros, tendo pegado um total de seis toiros. 

Em Albufeira a actuação do grupo foi bastante positiva, com pegas de Martim Oliveira (e que pega) ao primeiro intento, José Maria Águas à segunda tentativa e Martim Afonso Carvalho a fechar à primeira tentativa.

Na Nazaré as coisas não correram tão bem e não foi tanto pelo número de tentativas, mas sim pelas lesões ocorridas.
A prestação do Aposento da Moita teve início com Nuno Inácio, que à primeira tentativa consumou a sua sorte, perante um toiro que entrou pelo grupo, sendo parado junto às tábuas. Seguiu-se o momento mais complicado da noite com o forcado Francisco Baltazar a ser desfeiteado na sua primeira tentativa, sendo dobrado por José Henriques que também na sua primeira tentativa saiu lesionado. Consumou Miguel Fernandes, na sua primeira tentativa, já com as ajudas carregadas. Fechou a noite o forcado Salvador Pinto Coelho, que consumou à primeira tentativa, frente a um Falé Filipe que se arrancou de pronto. 

Quanto aos forcados lesionados, Francisco Baltazar está bem e José Henriques tem uma lesão no joelho, com rotura de ligamentos. 

Rápidas melhoras a ambos, assim como ao forcado José Maria Bettencourt, que se lesionou na corrida realizada em Abiul. 

A próxima actuação do grupo será do outro lado do Atlântico, mais propriamente no Canadá, dia 29 deste mês.



 
Cortesias na Praça de toiros da Nazaré - por Vasco Bettencourt

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Abíul - 01 de Agosto de 2015 - Pelas palavras de Luís Fera

No passado dia 01 de Agosto de 2015, o Aposento da Moita deslocou-se mais uma vez como é tradição, à praça de toiros mais antiga de Portugal na carismática e muito aficionado aldeia de Abiul, para contabilizar mais uma corrida de toiros no calendário da presente temporada, a honrar os pergaminhos de uma jaqueta com o peso histórico de 40 anos de devoção, entrega e dedicação dos muitos forcados que envergaram esta jaqueta e elevaram o nome da família Aposento da Moita.

 Os aficionados em regra conhecedores e exigentes, deslocaram-se a Abiul enchendo três quartos de praça, para assistir a um espectáculo com um cartel de figuras importantes no panorama taurino, composto pelos cavaleiros Joaquim Bastinhas, João Moura Jr e Filipe Gonçalves, em que foi lidado um curro de toiros bem apresentado da ganadaria Passanha, ficando as pegas incumbidas aos dois valorosos grupos de Coruche e do Aposento da Moita.

De uma forma geral, com os toiros a cumprirem em apresentação e bravura, com entrega e bom desempenho de todos os intervenientes, proporcionou-se um espectáculo bastante agradável com emoção que deixou todo o público satisfeito por ter assistido a uma boa tarde de toiros.

No que diz respeito à prestação em concreto do Aposento da Moita, concretizaram-se três pegas de bom nível, sendo uma à 2ª tentativa e duas à 1ª tentativa, com as seguintes especificações:

• O 1º toiro estava bem apresentado, com boa cara e pesava 550 Kg. Apresentava uma dificuldade de visão na vista esquerda que comprometeu naturalmente a lide do cavaleiro e esteve sempre muito parado ao longo de toda a lide.
Para a cara deste toiro foi escolhido o forcado Zé Maria Bettencourt, que previamente se ofereceu para pegar o toiro, contando com a 1ª ajuda do Bernardo Cardoso e 2ªs ajudas do João Rodrigues e Miguel Fernandes.

Na 1ª tentativa o Zé Maria realizou um cite vistoso a mostrar-se bem ao toiro, mediu bem as distâncias, carregou de largo como deve ser, recuou na medida certa e realizou uma boa reunião à barbela bem acoplado na cara do toiro, no entanto acabou por ser despejado num segundo derrote do toiro, por ainda não estar fechado na cara do toiro com a convicção suficiente e necessária para concretizar a pega.

Na 2ª tentativa o Zé Maria já demonstrou uma convicção superior, visível no próprio cite que apesar de sereno e vistoso já denotava mais raça e ganas. Procurou fazer sair o toiro ainda mais de largo carregando duas vezes seguidas, todavia o toiro não saiu o que fez com que o Zé Maria tivesse de entrar nos terrenos do toiro, naquele espaço que só os forcados com grande coragem e sangue frio conseguem manter a serenidade, como sucedeu. Voltou a carregar, o toiro saiu pronto, tendo recuado e reunido de forma correta bem fechado à barbela com convicção, que lhe permitiu concretizar uma boa pega à 2ª tentativa, que contou com uma excelente 1ª ajuda do Bernardo Cardoso num momento determinante em que o toiro abrandou no meio da investida e o Bernardo entrou nesse momento a evitar que o toiro despejasse o forcado da cara. Esse momento em que o toiro abranda exigia uma decisão mais rápida do grupo a avançar para o toiro e não a esperar, como aconteceu, todavia, o toiro voltou a arrancar e aí o grupo fechou de forma eficiente com se exigia, consumando-se uma boa pega ao 2º intento.

• O 2º toiro para o Ap Moita estava bem apresentado, com boa cara com o peso de 510 Kg, tendo sido o toiro mais bravo da corrida, que investia de forma franca e nobre de qualquer sítio.
Para a cara deste toiro foi escolhido o forcado Salvador Pinto Coelho, que se ofereceu previamente para o pegar, já o tendo feito também no toiro anterior, tendo contado com a 1ª ajuda do Miguel Fernandes e 2ªs ajudas do João Rodrigues e do Bernardo Cardoso.

O Salvador Pinto Coelho realizou um bom cite, sereno e vistoso a mostrar-se bem ao toiro, tendo no entanto, entrado demasiado nos terrenos do toiro, que pela sua bravura saía quando o forcado quisesse, pelo que deveria ter dado mais espaço ao toiro e carregar de mais largo, porque ao entrar nos terrenos do toiro os três tempos carregar/recuar/reunir tornam-se mais precipitados e arriscados. Em todo o caso, a reunião apesar de precipitada foi ajustada e com raça, vontade e querer, fechou-se à córnea com decisão para com ajuda coesa do grupo concretizar uma boa pega ao 1º intento, com merecida chamada aos médios a solo para agradecimento, após a volta a arena.

• O 3º toiro para o Ap Moita também estava bem apresentado, com boa cara, com o peso de 535 Kg, revelando bravura ao longo da lide, apesar de menos possante nas investidas.
Para a cara foi escolhido o forcado Zé Maria Águas, que não concretizava uma pega a um toiro à cerca de dois anos e em boa hora regressou em Abiul, tendo contado com a 1ª ajuda do Miguel Fernandes e 2ªs ajudas do Bernardo Cardoso e João Rodrigues.

O Zé Maria Águas iniciou o melhor cite da tarde, bem cá de trás a dar vantagens, com o toiro desde o início do cite fixado e centrado com o forcado, tendo encurtado os terrenos de forma serena e vistosa, a mostrar-se bem ao toiro. Mandou no toiro e carregou de largo como deve ser, tendo o toiro saído pronto, aguentou e recuou na medida certa e com uma reunião ajustada fechou-se de forma muito rápida à córnea com bastante convicção, concretizando a melhor pega da tarde, com o grupo muito coeso ajudar de forma bastante eficiente.

O Zé Maria Águas deve apenas corrigir no momento da reunião o movimento dos braços que devem sair da cintura de forma lateral em direcção à barbela e não fazer o movimento por cima em direcção à córnea como aconteceu.

A presente crónica baseou-se exclusivamente na observação direta da corrida em praça, pelo que a não visualização de vídeos ou fotos impede a realização de uma avaliação mais precisa e rigorosa de pormenores, por vezes bastante relevantes.

O Grupo de Coruche teve o infortúnio de se terem lesionado alguns forcados no decorrer do seu desempenho em Abiul, pelo que em nome do Aposento da Moita não posso deixar de manifestar toda a solidariedade e apoio ao Grupo de Coruche, nestes momentos sempre mais difíceis em que se lesionam forcados, fazendo votos que os mesmos tenham a melhor e mais rápida recuperação possível.

Para finalizar não posso deixar de fazer uma referência ao extraordinário espírito que sempre caracterizou a família do Aposento da Moita e que em muito contribui para o sucesso no desempenho do grupo em praça e que atualmente todos continuam a promover e estimular esse mesmo espírito no seio do grupo.

Agradeço o estimável convite para a realização da crónica da corrida em Abiul, sendo esta uma praça revestida de capital relevância no percurso tauromáquico do Aposento da Moita em geral e no meu em particular.

Pelo Aposento da Moita VAI ACIMA,
MAIS ACIMA
Bota Abaixo

Luís Fera